Histórico da AVM

477494_269438206467555_2122751386_o1. Primórdios

Na década de 1960, Curitiba experimentava um acentuado crescimento populacional decorrente, dentre outros fatores, da intensa migração causada pelo êxodo rural, provocando sérios problemas habitacionais na cidade.

Os policiais militares, especialmente as praças, com padrão salarial bastante baixo na época, passaram a encontrar maiores dificuldades em prover suas famílias de moradia decente.

Sensível ao problema, o comandante-geral, Cel. Orlando Xavier Pombo, recém empossado no cargo, estabeleceu como objetivo de seu comando construir casas populares, agrupadas em uma vila militar, para moradia de soldados, cabos e sargentos. Para tanto, em 22 de março de 1961, criou um grupo de trabalho denominado Comissão de Construção da Vila Militar, designando 10 oficiais para integrá-la, sob sua presidência.

Como primeira medida, foi encaminhado um ofício do presidente da comissão ao governador do Paraná, general Ney Aminthas de Barros Braga, solicitando a doação de um terreno para construção da vila militar. Reconhecendo o mérito da iniciativa, o governador cedeu uma ampla área pertencente ao estado, situada no bairro Pilarzinho e permitiu que os serviços de terraplanagem e canalização de água fossem realizados pelos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem e de Água e Esgoto.

Para financiamento da vila militar foi instituído um desconto nos vencimentos de todos os integrantes da Polícia Militar, no valor de duzentos cruzeiros, a serem parcelados em 25 prestações mensais, e transformados em bônus resgatáveis.

Em 26 de outubro de 1962, a comissão criada no ano anterior foi transformada em associação de classe, com a denominação de Associação da Vila Militar, sendo que o bônus resgatável passou a constituir a “jóia” para ingresso na associação e o desconto mensal se tornou a mensalidade associativa.

Em seguida foram elaborados, discutidos e aprovados os estatutos da entidade recém criada em assembléia geral, os quais foram registrados no Cartório de Imóveis, Títulos e Documentos (6ª Cir., nº 445, do Livro nº12) no dia 20 de julho de 1963, sendo considerada esta a data de efetiva criação de Associação da Vila Militar cuja sigla AVM prevaleceu e se mantém como sua marca institucional.

No período de 1962 a 1964 foram construídas trinta casas de alvenaria no terreno do Pilarzinho e outras quatro unidades em terreno adquirido no bairro do Boqueirão. Também foram construídas cinco casas em terrenos de propriedade dos interessados, bem como fornecidos blocos de cimento a preço de custo. Ainda foi instituído um departamento de crédito proporcionando empréstimos simples para construção e reformas.

Na época havia outra instituição atuante entre os policiais militares. Era a Cruz Caqui. Fundada em 1953 por oficiais da “velha guarda”, oficializada por decreto estadual, prestava assistência médica, odontológica, social, educativa e beneficente aos seus associados.

Em 1964 a Cruz Caqui enfrentou dificuldades financeiras que a conduziram à beira da falência. Como a AVM já havia acumulado expressivo capital proveniente das mensalidades dos associados – todos os policiais militares – foi chamada a ajudar no resgate das atividades que a Cruz Caqui prestava (armazém reembolsável, farmácia, creche, serviço odontológico, auxílio funeral, colônia de férias, etc) alguns vitais para os associados e familiares.

Em 23 de abril de 1965, na Sala D’Armas do Quartel do Comando Geral, reunidas conjuntamente a Assembléia Geral da AVM e Assembléia Geral da Cruz Caqui aprovaram por maioria de votos a fusão das duas entidades, com a AVM assumindo o ativo e o passivo da Cruz Caqui. Na sequência, a AVM passou a desenvolver todas as atividades da Cruz Caqui, extinguindo-se esta.

Ao longo dos anos a AVM cresceu e desenvolveu-se. Novos serviços e benefícios foram criados para atendimento dos policiais e bombeiros militares, bem como de seus dependentes, suprindo lacuna deixada pelo Estado, seja pela ausência de estrutura para tal, seja pelo baixo salário historicamente pago aos milicianos.

Sucessivas administrações responsáveis e eficientes conduziram a entidade com criatividade e visão de futuro, transformando-a na maior do gênero no Paraná, conforme se pode verificar nas páginas deste site.